http://picasaweb.google.com.br/viagemcasal20/Chile2009?feat=directlink
Chegamos em Tocopilla ao
entardeceer (08/10),cidade portuária , entardecer divino digno de
postal. Caminhamos pelo centros, compramos algumas coisinhas na
ferinha que esta ocorrendo na cidade até no
domingo.
Íamos içar em um posto de
combustível, mas o frentista queria nos cobrar para ficar. Então
decidimos estacionar próximo aos carabineiros que é sempre mais
seguro e , com certeza mais tranqüilo
também.
09/10/09
Rumo A Iquique e a Zofri
(zona franca), a estrada vai acompanhando o mar. Passamos por
vários balneários Chilenos. No caminho a dunas enormes, pura areia,
aqui é muito comum vermos pilhas de algas recolhidas, essas pilhas
são vendidas e carregadas em caminhões ainda não descobri qual é o
uso destas algas.
Iquique um oásis no meio do
deserto, chegando na cidade fomos direto a um posto de combustível
para nos abastecermos de água. Coisa rara por aqui. Não conseguimos
uma das atentendes nos falou que o uso da água é altamente
controlado, pois é muito caro. Um litro de água é mais cara que o
litro de gasolina. Então seguimos para o próximo posto o COPEC ,
onde desta vez conseguimos com certa facilidade. Seguimos para
almoçar na beira da praia. Um belo e saboroso sanduíche com
refrigerante geladinho. o delícia!!rsrsr!!! no meio do deserto é um
paraíso.
Depois de descansarmos um
pouco seguimos direto para a Zofri, pois precisamos comprar uma
Bateria nova para a casa. A nossa já saímos com problemas do Brasil
e como estamos nos estressando demais com a dita. Resolvemos
trocá-la.
Zofri, é a maior zona franca da América do
Sul. São 240 hectares que reúne galpões e um grande centro
comercial, com aproximadamente 400 locais, bancas e surcusais
bancárias. Seus preços são bons, não tão bons como no
Paraguai.
Pesquisas feitas, amanhã
veremos na internet qual é a melhor opção de baterias que temos por
aqui. Hoje passaremos a noite no estacionamento da Zofri, nos foi
fornecido muito gentilmente uma tomada até as 7 hrs da
manhã.
10/10/09
Bom dia! Iquique, acordamos
no nosso horário de sempre , mas como aqui tem uma hora a menos.
Saímos para conhecer a cidade mais calmamente. E acessar a
internet. Pesquisa feita, cidade conhecida, visitamos outro ponto
de comercio que vende baterias na cidade. Então resolvemos comprar
a bateria. Bateria instalada, tentamos estacionar novamente no
pátio da Zofri, o que foi impossível então estacionamos do lado de
fora. Mais um rodada pelo shopping e fomos
almoçar.
Tudo resolvido bateria
instalada, tudo funcionando, pegamos a estrada novamente agora rumo
a Huara, que esta a aproximadamente 83
km.
Huara cidade pequena e
tranqüila a primeira vista....rsrsrs Ou melhor dizendo até o final
do jogo de futebol Chile X Colômbia, valendo a classificação para a
copa da África do Sul...Final de Jogo Chile 4 X Colômbia 2,
classificado, festa em toda a cidade, com direito a carreata e
tudo. Jantamos e descansamos pois amanha será um longo
dia.
11/10/09
Peru
Classificados para a copa,
melhorou o humor dos chilenos, rsrrs... Passamos por Arica...uma
curiosidade no primeiro Copec, paramos para conseguir água. Falamos
com o gerente que ficou muito chateado por não poder nos ajudar,
pois no posto existe apenas um torneira para uso coletivo, e esta
estava trancada com cadeado e apenas o dono tinha a
chave.rsrsrs...água aqui é muito
complicado.
Resolvemos passar para o
Peru e chegar a Moquequa ainda hoje, pois como hoje é domingo e
passaremos por aqui na volta, ai sim pararemos com mais
tranqüilidade.
Fizemos os tramites chilenos
e depois o Peruano, fomos muito bem atendidos pelos dois lados. Do
Lado Peruano o Policial, chegou conversando conosco em
Português, pois tem vários amigos brasileiros. Fez nossos tramites
muito tranquilamente e seguimos viagem. Passamos por Tacna, a zona
franca já estava fechada,então seguimos para Moquequa. Chegando em
Moquequa circulamos pela cidade que nos pareceu muito
tranqüila.
Resolvemos passar a noite no
posto de combustível na entrada da cidade, o qual é plano, e
funciona 24hrs.
Chegando ao Posto
encontramos 2 motor homes, argentinos que já tínhamos encontrado em
San Pedro, conversamos um pouco, abastecemos o MH com combustível e
com água. Uma curiosidade: aqui no Peru não se vende combustível
por litros, e sim galões e ninguém sabe exatamente quantos litros
tem um galão, dizem de 3,8 a 4L.
Pegamos mais algumas dicas
de roteiro com os Argentinos e fomos descansar. Pois amanha será um
dia longo, voltaremos a andar na altitude. Nossa próxima parada
será Yunguyo.
Dica: sempre confira todos
os dados dos tramites nas aduanas, pois colocaram a gente como
argentinos e depois tivemos problemas com policiais e daí dale
conversa para não pagar propina.
12/10/09
Pegamos a estrada por volta
das 8hrs (Brasil), pois o Peru possui um fuso horário de 2 horas a
menos do Brasil (sem horário de verão). Encontramos os MH’s
Argentinos próximo a Torata, eles saíram antes.(de 1 a 2 horas de
diferença).
Seguimos os 3 por um bom
pedaços juntos, um pouco antes de chegarmos a Desaguadeiro eles
param para almoçar e tirar a ciesta, e nos seguimos, combinamos de
nos encontrar mais tarde em Yunguyo. Passamos direto por
Desaguadeiro, paramos em Zepita. Pequena cidadezinha ao lado de
desaguadeiro. Queríamos comprar algumas coisinhas de comer
diferentes, paramos para tirar fotos da igreja que esta fechada a
anos e é da épocas das missões, ninguém da cidade nos soube
precisar se eram missões Jesuítas ou Franciscanas. Compramos Inca
Cola, a sra que nos atendeu perguntou de onde éramos, falamos que
era do Brasil, e ela nos replicou - onde Fica o Brasil perto da
Itália? Daí peguei o
mapa 4 rodas e mostramos a ela onde está o Brasil e que somos
vizinhos...rsrsr....Saímos deste comércio e entramos ao lado, para
comprar pão, e derrepente ...em vez de nós sermos os turistas, nos
tornamos a atração turística. Apareceram cerca de umas 50 crianças
e adultos na porta do comércio. Olhando pra nós e para o MH.
Falávamos com eles, e alguns poucos nos respondiam, mas todos no
olhavam admirados. A moça que estava nos atendendo perguntou para
um menino se, ele não sabia falar, se ele era um llama, pois não
nos respondia,...rsrsr....olha que estamos sendo bem compreendidos
com nosso espanhol. Apesar das trocas de sons. Estamos nos
entendendo bem.
Voltamos para o MH, demos
algumas bandeirinhas do Brasil para algumas crianças que ainda
estavam por ai. E Seguimos para Yunguyo( A Capital Aymara do mundo
Andino).
Chegando na cidade, fomos
direto a informações turísticas, a igreja, as 2 praças. E fomos a
um comércio comprar sorvetes. (cuidado! Sorvete = Canudo para
Peruano, Helado = Sorvete). Fomos super bem atendidos aqui e
ficamos conversando um bom tempo. E descobrimos algumas coisinhas,
a Dona do comércio chamasse Lucia,
(suas filhas são a Hayda que morou no Brasil por 2 meses e voltou,
a Veranida, a Luiza e a Lucero esta a mais nova queria aprender a
falar português, que menina meiga e encantadora), lá também estava
a sra “Pety”Medalit uma arequipeña, não tenho palavras
para descrevê-las muito simpáticas, muito atenciosas. Pegamos um
triciclo para conhecer a cidade. Voltamos ao comercio e continuamos
a conversar sobre a festa que estava acontecendo na cidade. São 4
dias de festa com muitos bailes, desfiles, alegria. Elas ligaram
para a policia e o Mayor (o chefe da policia) veio falar conosco,
ele nos disse que poderíamos passar a noite dentro da garagem da
policia. Como tinha festa na cidade, e em todas as outras garagens
tinham bailes nos autorizou a passar a noite no seu estacionamento.
Agradecemos sua gentileza e fomos estacionar lá para jantarmos e
descansar. Esta cidade já esta na beira do lago Titicaca. Estamos
hoje a 3.834 m.s.n.m.
13/10/09
Hoje deixamos o MH, por aqui
no estacionamento da polícia, e seguimos de moto taxi (triciclo)
até a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana, um dos destinos
mais procurados pelos turistas.
Ah! Altitude cansa!! Se
consome mais energia!!Caminhar dependendo do dia parece que você
correu...rsrsr
Não conseguimos fazer o
passeio para Ilha Del Sol, devido ao horário. Mas tudo bem quem
sabe na próxima vez.
Caminhamos por toda a cidade
e compramos algumas coisinhas. Umas comidas diferentes, umas roupas
e algumas recordações.
Encontramos na Bolívia as
meninas do comércio de Yunguyo na igreja da Virgem milagrosa, uma
igreja muito linda com detalhes em ouro e uma santa em pedras
preciosas.
Ia indo tudo bem tranqüilo,
até que resolvemos retornar para o Peru. O policial boliviano não
queria fazer a nossa saída deste país, alegando que todo turista é
obrigado a ficar 48 hrs no país. Falamos que não podíamos, que
ninguém tinha nos avisado na entrada isso, e se tivessem avisado
não entraríamos. O Policial resmungou mais algumas coisas, mas
acabou carimbando nosso passaporte para o retorno ao Peru.
Atravessamos novamente a pé e pegamos uma van até a praça central
de Yunguyo. Na chegada nos despedimos das moças que tínhamos
encontrado novamente e seguimos para a garagem da Policial onde
nosso MH estava estacionado. Conversamos mais um pouco com o Mayor
Timoteo, que nos atendeu todas as vezes muito bem, ele nos contou
que ano passado fez um curso contra drogas no Estados Unidos com
vários policiais brasileiros. E adorou os
brasileiros.
Terminamos de organizar as
coisas que compramos na Bolívia e seguimos rumo a Puno. Chegamos no
meio da tarde em Puno, estacionamos na Praça de Armas, e seguimos
para conseguir algumas informações da
cidade.
Puno (3.827m.s.n.m) é a
principal cidade a beira do Lago Titicaca, o qual é o lago
navegável mais alto do mundo. Diz a lenda que aqui se deu o inicio
da civilização inca.
Próximo a cidade se encontra as ilhas flutuantes dos Uros. As ilhas
de Taquile, Amantaní.Existe passseio para todas elas. Puno é a
cidade das Fotocopias, ha muitas. Rsrsrrs..Hoje conseguimos um mapa
turístico do Peru, ainda sem quilometragem , não diz a distancia
mas diz o tempo entre as cidades.
Antes de retornar de nosso
passeio resolvemos comprar uma pizza para jantarmos...até ai tudo
bem!!rsrsr Escolhemos uma pizzaria e depois de verificar que não
existia nem pia, muito menos torneira para lavar as coisas
resolvemos mudar para viagem, o pedido incluía gasosa, uma pizza
média e pães com alho. Esperamos uns 20 min até ficar pronta, um
pouco antes um dos meninos que trabalhava no local cortou uma
cartolina ao meio e começou a fazer a caixa para levarmos. A Pizza
ficou pronta a moça a colocou nesta caixa, com duas fatias de pão
torrados e um pacotinho com molho de alho, e a gasosa o menino
pegou um pacotinho um copo, mediu dois copos de refrigerante
colocou o liquido dentro deste saquinho e nos entregou!! Fomos
então com o saquinho de refrigerante e a pizza na mão até a praça
de armas, onde estava estacionado o MH para comermos. Que coisa
estranha!!!rrsrsr
Dica: Tomar muito cuidado
com o que se come, pois os hábitos de higiene são bem distintos dos
nossos e conversando com vários turistas estrageiros descubrimos
que praticamente todos tiveram algum tipo de transtornos
intestinais, até mais graves como uma semana internado no hospital
local como nos comentou um Frances!!! Desta maneira decidimos
priorizar as refeições no MH.
14/10/09
Hoje vamos a Uros, as famosas
ilhas flutuantes do lago Titicaca. São ilhas construídas com
Totora. As quais são habitadadas pelos Uros, expertos bordadores que mantém, seus
costumes ancestrais como a pesca e suas balsas de totora. A Totora
é uma espécie de planta muito comum no lago que possui raízes que
flutuam e ramos leves, maleáveis e impermeáveis. No complexo de
ilhas ha escolas, postos de saúde e várias ilhas com suas
casas.
O Turismo é bem agressivo
por aqui, a renda deste povo vem principalmente do turismo, depois
da pesca, que vendem em Puno e dos seus artesanatos que vendem aos
visitantes. Os idiomas originais são o Quecha e o Aymara, ambos
estão se perdendo. Pois as crianças não querem aprender, além de
serem apenas falados e não
escritos.
Retornamos do passeio por
volta das 13 horas. Almoçamos e seguimos rumo a Ayaviri. Passamos
por Juliaca, o techinho da estrada ruim, ou melhor inexistente um
areião, que um caminhão vai passando e transformando esta areia em
barro, que horror!! Tarde toda para fazer 40km finalmente chegamos
em Ayaviri, nesta cidadezinha tem um complexo de águas termais. Não
tomamos banho pois estava ventando muito e a piscina ( poza), ficam
abertas ao tempo. Então a sensação na hora da saída não seria muito
agradável, além daquele detalhe da higiene,rsrsrs. Compramos pão
macio neste local, seguimos para acessar a internet, comprar ovos,
queijo (muito bom) e tomates. Depois de tudo resolvido seguimos até
um posto de combustível que há na entrada da cidade para
pernoitarmos. O melhor posto que encontramos até agora. Limpo,
organizado com água e um preço bom de Diesel (petróleo por aqui
– D2). Jantamos e descansamos, ótimo ponto de parada para
pernoite!!!!
15/10/09
Após uma estrada razoável e
belas paisagens chegamos a Cuzco (3.399 m.s.n.m) cidade totalmente
turística, com o transito enlouquecido, com motoristas e pessoas
mal educadas. Enfim... Em seus arredores se encontram imponentes
sítios arqueológicos como Sacsayhuamán, com pedras de até 9 metros
de altura e 350 toneladas, e monumentos sagrados de Quenko e
Tambomachay, um lugar de culto a água. Na cidade existe várias
igrejas e museus para se conhecer. Com bases incas e sobre estas
imensas construções espanholas. Tudo para conhecer se paga, com
exceção das igrejas em horário de missa. Existem dois boletos
turísticos um arquiologico e outro religioso. Aqui espirrou paga,
rsrsr... mais ou menos assim!
Lavamos roupas por aqui.
Fomos até o Club Hotel que fica localizado próximo a universidade,
próximo a entrada da cidade para quem vem de Puno. Achamos um
Absurdo o preço e resolvemos não ficar queriam nos cobrar U$ 25,00
por dia. Enfim é longe , mal localizado, muito caro e não gostamos,
fomos porque era indicação de várias
pessoas.
Estacionamos na rua Plateros
bem próximo a policia, e ai passamos a noite bem
tranquilamente.
Quando vierem a Cuzco muito
cuidado com o transito é uma loucura, acredito que é muito pior que
o de São Paulo, os taxistas são mais que folgados e maus
(terríveis) motoristas.
Queríamos comer algo
diferente esta noite, mas acabamos ficando sem coragem por causa da
limpeza deles, acabamos indo até o Mac donalds fazer um
lanche.
Além do transito é outra
coisa que se deve tomar muito cuidado por aqui, é a higiene das
coisas!! Isso devo confessar que não é o forte
deles.
Voltamos ao MH depois de
nosso estranho lanche, buscamos a roupa, organizamos a nos
armários, atualizamos algumas coisas e fomos
dormir.
Dica: Procuramos por
estacionamentos próximos ao centro, pois o hotel, além de caro é
muito longe, mas não encontramos, depois encontramos os MHs
Argentinos que ficaram em um estacionamento na Av Sol há 4 quadras
do centro por 10 solis o dia.
16/10/09
Acordamos cedo por volta das 6
horas (Peru), tomamos café, e seguimos para comprar nossas
passagens para Machu Picchu com saída de Ollantaytambo. É mais
seguro e garantido comprar por aqui. Pois é muito concorrido a
venda de passagens. Para estrangeiros a partir de Ollantaytambo
custa U$31,00 cada ou seja U$ 62,00 ida e volta por pessoa.
Conseguimos para amanha os últimos dois
lugares.
Passamos no mercado
compramos algumas frutas e verduras, pedimos informações como sair
da cidade rumo a Chinchero, e onde nos meteram, numas
subidas...numas barrocas, com lombadas nas subidas, pista simples
para duas mãos, areia, terra e pedras na pista. Chegou a um ponto
que pensei que o MH não ia subir. Mas ele é
guerreiro.
Seguimos a Ollantaytambo,
passando pela serra que circunda o vale sagrado., como diz o Chris
não é vale sagrado e sim vale
plantado.
A paisagem é indescritível,
Passamos por Chincheros, Urubamba e enfim Ollantaytambo aonde as
ruas são estreitinhas e calçadas com pedras (de rio), pequena mass
charmosa. A maioria dos trens sai daqui. Aqui também esta um dos
sítios arqueológicos do boleto
turístico.
Um feirinha com artigos
típicos e lembranças. Paramos na praça o Chris desceu para pedir algumas
informações. Então seguimos para uma praça de estacionamento após a
feira. Lugar super tranqüilo sem água, sem luz, que os ônibus param
por ali enquanto os turistas visitam as ruínas. Caminhamos um pouco
por toda a cidade compramos umas bebidas energéticas para
amanhã.
Após a caminhada fomos
jantar uma bela macarronada. Atualizei algumas fotos e segui
descansar pois ao dia amanhã será longo. O Chris ainda foi dar uma
caminhadinha. E eu fui descansar. Uma hora depois o Chris retornou
e levei um baita susto, pois realmente tinha pego no sonho pesado e
achei que estavam arrombando o MH. Ui que susto!!!rsrsr... Mas
ainda bem que era apenas o Chris.
Depois do susto fomos
descansar os dois.
17/10/09
Acorda!!! O trem sai as
5:10hs, não sei o que aconteceu com nosso relógio que acabamos nos
atrasando. Íamos colocar o MH no estacionamento do trem, mas não
dava mais tempo, então decidimos deixar o MH estacionado por aqui
mesmo, e seguir com um moto taxi (triciclo) até a estação. Chegando
ao trem o mesmo estava saindo e não teve como segurar, acabei tendo
uma crise alérgica e precisei de oxigênio. E devido a isso tivemos
que pegar o próximo trem das 8:00. Nos males o menor, assim subimos
para Águas Calientes ao amanhecer com um pouquinho de chuva, mas
podendo observar as lindas
paisagens.
Chegando em Águas Calientes
compramos os ticket para o ônibus (U$14 por viagem por pessoa),
queríamos subir a pé, mas devido a minha crise, achamos melhor não.
Aqui a paisagem já muda totalmente. Algo mais úmido, verde muito
semelhante a serra do mar, a mata atlântica. O ônibus leva
aproximadamente 30 minutos até a entrada do Parque. Na subida não
se consegue ver nada do Machu
Picchu.
Chegando compra se a entrada
s/. 124,00 (soles) por pessoa.
O Machu Picchu, não é apenas
mais um patrimônio histórico e cultural da humanidade. É o Lugar! E
não pela sua arquitetura, e sim pela sua localização, sua
imponência. É incrível como conseguiram construir em um local de
difícil acesso! Caro, porém impressionante. A natureza, o controle
hidráulico. Este local era utilizado pelos incas para cerimônias,
cultos e retiros espirituais. Caminhamos por todo o caminho
longo.
O Chris subiu o morro
Waynapicchu (o morro que aparece na tradicional foto de
Machupicchu), e eu como ainda me sentindo um pouco debilitada
preferia aguardar na base, apenas o observando através do binóculo.
Ele fez o caminho do Cerro (morro) em aproximadamente 1hora e meia,
o tempo normal de subida e descida é de 2 horas e meia. Neste
caminhos ele conheceu um mineiro que mora em Curitiba que fez o
caminho inca de 42km em 4 dias. Ele nos disse que é muito
semelhante com o caminho do Itupava na serra do mar paranaense, a
única diferença é a altitude. Ah! Antes que eu me esqueça a praça
central do Machupicchu esta a 2.490
m.s.n.m.
Como aqui encontramos
diversos brasileiros, poucos argentinos e uma enormidade de
europeus, Japoneses e alguns russos, americanos, entre outros,
realmente o mundo se encontra aqui.rsrsrs, escuta-se inúmeros
idiomas.
Recorremos todo o sitio
arqueológico contemplando sua beleza e seu
encanto.
Um pouco da História: Em
1874, por encargo do governo Peruano o cartógrafo alemão German
Góhring, registra o nome e Machu Picchu e Wayna
Picchu.
Antes de Hiram Bigham,
Augustin Lizárraga camponeses da região, chegaram a Machu Picchu em
1900. Outras pessoas como Melchor Arteaga, junto A. Ochoa, Gabino
Sánchez, Enrique Palma, Béjar, Morroy , e o Dr. Tomas E. peine,
entre outros, já eram conhecedores da cidade
sagrada.
No começo do século passado,
o professor norteamaericano Hiram Bingham, estudioso do itinerário
e das estradas de Simon Bolívar na Sul America, toma interesse pela
cultura inka e seus caminhos, acompanhado de um
tradutor,
sargento da Polícia Carrasco; parte de Cuzco e atravessa o que hoje
é chamado de vale sagrado dos Inkas, com direção ao rio Urubamba,
chegando a Mandorpampa e a fazenda Cutija, onde conheceram os
camponeses Arteaga, a quem pagaram um sol para lhes indicar onde
estavam as ruínas de uma cidade. Começaram a subida com grande
dificuldade e depois a uma difícil caminhada montanha acima.,
encontraram fam’
Ilia de compeneses, a de
Anacleta Alvarez e de Toribio Richarte, eles viviam e trabalhavam
na terra dos Andes e na parte baixa oeste da cidade. Um Menino ,
filho de uma das famílias quis ser guia e conduzir los até o
restante arqueoógico. Subindo primeiro, a “Tumba Real”
logo a Templo principal e ao “Templo das 3 Janelas”. E
ao dia 24 de julho de 1911 se atribuio descobrimento científico de
Machupicchu.
A esta montanha os
camponeses do lugar chamavam de MACHUPICCHU “montanha
velha”, em sua tradução para o espanhol; Bigham quem chamou a Machupicchu como Ä
cidade perdida dos Inkas”, realizada em 1912 uma nova
expedição acompanhado de especialistas, escavadores, topógrafos e
assistentes para explorar, desflorestar e realizar uma pesquisa arqueológicas.
Trabalhos feitos com sucesso pela universidade de Yale e a National
Geographic Society. Posteriormente o estado Peruano içou a cargo de
sua conservação e , hoje em dia, o Instituto Nacional de Cultura
Cusco realiza, os
trabalhos de conservação e manutenção deste legado cultural na
nação peruana e do mundo.
Descemos para Águas
Calientes, passeando mais um pouco em sua feira. Fizemos um lanche
enquanto aguardávamos o trem das 18 horas para voltar a
Ollamtaytambo.
No trem viemos conversando
com um casal de Orlando, na Flórida. Um detalhe muito especial, em
Inglês. Conseguimos nos comunicar bem.
Rsrsrs.
Chegando na Estação final,
fui agradecer as pessoas que me ajudaram pela manhã. E voltamos ao
motor home jantar e descansar, pois estávamos
“quebrados”. O dia foi ativo
demais.
18/10/09
Acordamos tarde, eu como tinha
tomado um antialérgico antes de ir dormir fiquei meia grogue até
perto do meio dia.
Enquanto eu dormi o Chris ficou organizando o
MH.
As rodovias peruanas são um
capítulo a parte, por aqui se paga pedágio e as estradas são muito,
mais muito ruins.
Tomamos um café reforçado e
seguimos para Urubamba, quando estávamos saindo de Urubamba
encontramos com os dois MH’s argentinos, já estávamos achando
que eles tinham desistido das estradas peruanas . Mas não! Estavam
indo para o Machupicchu. Enfim conversamos um pouco e seguimos para
Calca, onde dizia ter águas termais. Bom essas águas , local
minúsculo com apenas uma espécie de banheira usada coletivamente,
literalmente, sem área de estacionamento, a estada é de apenas uma
pista e de terra. Esta localizada na beira do rio. Novamente não
tivemos coragem de entrar. Era algo muito estranho. Muito diferente
de nossos padrões de termas, de limpeza de higiene. Seguimos viagem
para Pisac e Cusco, para vermos se o transito era um pouquinho
melhor no domingo.
O que não é muito melhor,
circulamos mais um pouco pelo centro histórico, e baixamos para a
região próxima para tentar encontrar a outra saída pela Antonio
Loreta, para tentarmos não pegar aquela porcaria de saída que
tínhamos pego a outra vez. Depois de entrar em ruas que não
passávamos, conseguimos enfim encontrá-la. Detalhe que perguntamos
para um monte de vezes e cada um responde de uma maneira, ou seja,
sem mapa, com informações diversas, é difícil se locomover, depois
de um passeio rsrsrs conseguimos achar, realmente era como
achávamos, um pouco mais tranqüila, um pouco menos íngreme, com
mais curvas, porém mais suave.
Seguimos viagem até
Ancahuas, pois nos disseram que até Abancai são aproximadamente 6
horas de viagem para fazer 200km.
Chegamos no final da feira
dominical,onde as pessoas da região vêem para vender seus produtos,
comprar o que necessitam e trocar, parece que voltamos no tempo.
Dormimos na praça, muito tranquilamente, cidades pequenas são muito
melhores para pernoitar.
19/10/09
Subimos a 4000msnm descemos
a 1800, subimos novamente até 4500, descemos novamente, através de
seus cotovelos e pavimentação horrível. Desviando de muitos animais
na pista, muitos mesmo, Burros, cavalos, gado, ovelhas, cabritos,
llamas, carros parados no meio da via. O transito realmente é uma
loucura por aqui, vale tudo. Abancay é um pirambeira, passamos
direto. Quem sabe chegar ainda hoje em Nasca apesar de acharmos
muito difícil. Depois de subirmos a terceira vez aos 4 mil começou
a chover, essa chuva, após os 4600msnm começou a se transformar em
gelo, e esse gelo em neve. Que neve. Tudo congelado inclusive a
pista, onde a água da chuva se transformou em água congelada. A
paisagem foi se transformando de bela para adrenalizante,
principalmente quando paramos em Caraybamba e um senhor nos disse
que Puquio era mais alto de onde estávamos, e ainda faltava uns 195
km até lá. Nos entre olhamos e seguimos viagem. Imaginando a noite
que passaríamos. E passavam por nós diversos caminhões todos
congelados literalmente. Mas graças ao bom Deus, derrepente começou
a surgir algumas luzes, alguns raios solares além de começarmos a
descer . E aconteceu o que menos esperávamos a uns 30km de Puquio,
abriu totalmente o tempo. Surgindo o céu azul e um belo
entardecer.
Puquio parada obrigatória
para nós hoje, suas ruas onde passa a carreteira (a estrada) estão
intransitáveis, tudo esta em reforma, é um pó só, que eles fazem o
favor de transformar em um barro só. O que nos assusta que este é o
principal acesso a Lima, e ainda se paga pedágio para circular por
aqui. TERRIVEL!
Enquanto fiquei atualizando
o micro e fazendo sopa o Chris foi comprar pão. Jantamos
atualizamos mais algumas fotos e fomos
descansar.
Pois esse trecho foi super
cansativo, nossa velocidade média esta por volta dos 30 km/h.
Subidas, descidas, buracos, curvas cotovelo com precipício sem
acostamento, qualquer erro é fatal. Estamos super cansados!
Estressados. As paisagens são bonitas, mas a estrada é terrível.
Isso porque perguntamos para várias pessoas como estava essa
rodovia, todos nos falaram, “a ruta estas muy buena”,
esta toda asfaltada em perfeitas condições, só se for para os
padrões peruanos.
Então estamos descobrindo
que eles não sabem o que significa estrada boa, estrada em
perfeitas condições. Chegaram a nos falar que essa é a melhor
rodovia que eles tem. Enfim vamos descansar que amanha serão nossos
últimos km até Nasca.
Cuzco a Nasca = 635 Km
– tempo de acordo com o Mapa do Peru 13 horas. Nós não
conseguiremos fazer nesse tempo. Nem a Pau!! Acho que de camionete
4x4 conhecendo bem talvez consiga, rrsrsrs, há claro, sem dó da
camionete, de preferência alugada.
http://picasaweb.google.com.br/viagemcasal20/Peru2009?feat=directlink