26/09 a 29/09

Blog de casal20 :Aventuras, Viagens, Amizades,..., 26/09 a 29/09

26/09/09

Retas e mais retas....Muita sujeira, muita poeira....Muita desigualdade social...carros super velhos e caminhonetes top de linha....Palacetes e casas pequenas e pobres.

 Santiago Del Estero, Enquanto o Chris foi ao mercado conseguir algumas informações fiquei no MH atualizando o Blog e algumas fotos. Seguimos para a Secretaria de turismo que já estava fechada, A hora da siesta....rsrrs...só abre após as 17 h. Conhecemos a Praça da Liberdade, Teatro 25 de maio, Museu Antropológico e Natural – este museu tem sua base a coleção doada pelo Dr. Alejandro Gancero em 1916 e antiga doação do “Museu Arcaico”. Nos anos seguintes recebeu outras várias doações de artigos raros. Ele vem nos mostrar costumes e hábitos dos indígenas.

www.sde.gov.ar  Museu de Belas Artes, Convento de Santo Domingo neste encontra se a primeira cópia do Santo Sepulcro (“Sábana Santa”) a original esta em Turin, hoje pelo mundo existem outras várias cópias. Museu de Arte Sacro, Catedral Basílica, Mercado Armonia (este possui muitas coisas diferentes é bem organizado possuindo frutas, verduras, carnes e artesanatos) neste o Chris comprou um “biscoito”de alcachofra, ele gostou, eu achei um gosto meio estranho. Rsrsr...Voltando ao MH tivemos um contratempo, o guardador de carros resolveu lavar o nosso carro, sem nos questionar, nos disse que estávamos parados em um lugar proibido (mentira), e que a policia avia passado e queria nos multar, então para ela não nos multar disse que estava cuidando e lavando...rsrsrs...a negociação dessa lavada começou em 80 pesos, falamos que não tínhamos dinheiro, pois não tínhamos pedido nada, foi para 50, 25 e fechamos negócio em 16. Observação: A limpeza nem precisamos comentar - um baldinho, um paninho, em um carro branco bem sujo, sem trocar a água, Imaginem!  Como ficou a limpeza, ele ainda queria passar esse pano no painel, achamos melhor não... rsrsrsr.

Seguimos para Termas do Rio Hondo aproximadamente 70 km de Santiago Del Estero. Esta cidade foi construída na beira do Rio doce, existem vários campings com piscinas termais, piscinas públicas, clube náutico (ficamos parados neste, muito bom) autódromo novo, Museu Paleontológico, uma avenida costaneira muito bonita e o dique onde esta localizada uma hidrelétrica, belíssimo lugar. Muito quente cerca de 35ºC.

 

27/09/09

Neste domingo  de madrugada entrou uma frente fria com vento sul, variando entre 25 a 35 noz, a temperatura foi para 10ºC, Como o Chris também anda de kite logo fez amizade e ficamos apreciando o pessoal andar de Kite e Wind surf, apesar do frio e o vento estar muito forte para a prática destes esportes então vimos belas manobras e lindos tombos. Mas um pouquinho de banho nas termas e saímos para conhecer a cidade: cassino, feiras, comércio e praças. Aqui é uma cidade muito turística, e com grandes diferenças sociais. Uma Curiosidade é que todas as casas podem ter água termal, necessita apenas perfurar um poço com aproximadamente 280m. A cidade não possui regulamentação que controle o uso desta água, então se esbanja e a muito desperdício de água. Esta frio, nublado e ventando, a temperatura esta girando entorno de 11ºC. Mas com uma sensação térmica um pouco desagradável no vento. Vamos ficar por aqui até amanhã para que o vento se acalme. Acabamos parando no estacionamento municipal na praça central onde tinha outro MH de Buenos Aires, trocamos informações e passamos a noite ali mesmo, antes fomos a um baile no Cassino, mas tava difícil dançar, pois só tinha Tango rsrsrs, mesmo assim foi legal porque pela primeira vez o Chris conseguiu sair do cassino com lucrinho, claro que pouco, mas é lucro, rsrsrs.

 

28/09/09

Saímos de Termas de Rio Hondo rumo a Tafí de Valle, passando por Bella Vista, onde podemos apreciar um trator puxando quatro carretas repletas de cana, Famaillá (cidade famosa por suas empanadas – esta a 300m do nível do mar), Recebemos um presente divino na subida para Tafí del Valle (2020m do nível do mar), estava nevando na subida. Paramos no monumento El índio, com magnífica vista. Subindo muito devagar, para apreciar cada instante. Paramos para tomar um café em La Curva, conversando com os nativos descobrimos que realmente tinha valido apena esperar o vento passar em Rio Hondo. Por causa da mesma frente fria nevou, o que é raro. Neva aqui no máximo 4 vezes ao ano e  principalmente no inverno. E como este ano só nevou um dia (em Julho), e a neve começou hoje na madrugada por volta das 3 da manhã, realmente parecia um filme. Este café é de um casal nativo da região, fomos muito bem recebidos, possuem lindos artigos de cerâmica artesanal que seus filhos fazem. Um observação na subida encontramos carretas e ônibus, ou seja, os Mh’s sobem tranquilamente pela serra. É muito lindo com ou sem neve. Em El Mollar passamos pelo dique La Angostura onde também praticam esportes como Kite e Wind, chegando em Tafí demos uma volta na cidade, aqui há casas de  inverno e verão, pois dizem que no verão é muito florido, seguimos até o museu histórico La Banda, aqui se encontram peças datadas de 8000 anos a.c. , pontas de lanças, urnas funerárias, artigos dos jesuítas, roupas, santos, na capela de aproximadamente 300 anos, que ainda hoje se realizam missas todos os sábados às 19hrs, junto ao altar existe um túnel com extensão de aproximadamente 300 metros que era utilizado para os jesuítas fugirem dos índios quando eram atacados. Na sacristia existiam vários móveis da época e no quarto dos jesuítas havia um harmônico  de fole (tipo de órgão) fabricado há 300anos e ainda funcionando e afinado, um som incrível. Toda essa estrutura inicialmente pertencia aos jesuítas que depois foram a Buenos Aires, e a casa como capela passou a pertencer ao Gov. Frias que a tinha como uma casa de campo. Íamos passar a noite aqui, mas por causa do frio resolvemos seguir até Amaichá de Valle cidade a 56km, pois ira fazer menos frio, aqui a previsão é -15ºC , não imaginávamos que íamos nos impressionar mais. Começamos a subir, logo começou uma neblina intensa e invés de neve, gelo, tudo em volta congelado, por causa do vendo formam se lindas formas, realmente incrível. Logo chegamos ao Infernillo, ponto mais alto 3.042m do nível do mar, tudo muito congelado, acreditamos que fora do MH estava por volta dos -5 ºC. Passando o Infernillo aproximadamente uns 5 km depois a paisagem começou a mudar, começou a surgir o sol e um céu limpo, como se diz um céu de brigadeiro. Começamos a descer e ser mais uma vez presenteados com um estupendo entardecer. Nesta descida existe um observatório para o sol, estrelas e a lua. O céu estava muito estrelado e lindo. Não ficamos nesse observatório, pois fazia muito frio, e suas ocupações estavam lotadas por uma excursão de estudantes. Então seguimos para Amaichá Del Valle, onde tem um posto muito bom, bem estruturada. E passamos a noite, ligado a luz e com fornecimento de água e wi-fi tudo free. IMPERDÍVEL!!! Recomendamos mesmo sem a neve, esse trajeto. Apesar de a estrada estar um pouco ruim, entre Tafí e Amaichá, compensa toda a volta pelo interior da Argentina, muito melhor do que ir de Resistência a Salta diretamente.

 

29/09/09

Amaichá Del Valle, pela manhã aproximadamente 2ºC, Cidade muito pequenina, que faz 360 dias de sol por ano, hoje não fez e nem ontem, fomos presenteados, possui uma virgem esculpida em madeira muito bonita, eco museu Amauta e o complexo Pachamama possui 10 mil m², é uma obra realizada pelo Artista Hector Cruz. O povo Calchaqui possui uma memória belíssima ancestral. Onde o artista nos mostra através de diversas peças. Este museu se encontra a 18 km das Ruínas Quilmes. www.museopachamama.com Dentro do museu além das obras de artes podemos encontrar também muita parte da geologia da região com uma bela maquete do Valle Calchaquí e diversas pedras, e uma replica de mina de extração de pedras, museu de ciências naturais. É um museu muito completo (imperdível, um dos melhores). Seguimos para as Ruínas Quilmes, esse nome tem origem nos antigos habitantes indígenas, los quilmes, que se instalaram nesta região fugindo dos incas, depois eles chegaram caminhando até Buenos Aires. É considerado o maior assentamento humano pré hispânico da Argentina. Suas ruínas restauradas são maravilhosas, nos transmite uma paz fenomenal. Esta ruína esta localizada a aproximadamente 5km da rodovia. Subimos até um bom pedaço juntos, depois o Chris continuou a subir e eu desci. Na Base tive contato com vários animais e llamas (Fiz uma “amizade” com uma llama chamada de Killa (lua em dialeto Quilme), o guia me contou a história deste povo tão guerreiro, enquanto isso o Chris continuou subindo a montanha até o cume, sentindo uma enorme paz e uma presença Divina. Quando ele chegou, a primeira frase que me disse foi: “Deus existe!”, “O Som da Montanha é incrível!”. Das ruínas seguimos para Cafayate. No caminho passamos por vários parreirais e algumas vinícolas, chegando a Cafayte fomos ao museu do Vinho, e a informações turísticas. A Catedral Nossa Sra do Rosário é linda, neste horário esta 8ºC, um frio anormal para os moradores, esta é a menor temperatura que chega na cidade. Dormimos estacionados na praça!!

<table style="width:194px;"><tr><td align="center" style="height:194px;background:url(http://picasaweb.google.com.br/s/c/transparent_album_background.gif) no-repeat left"><a href="http://picasaweb.google.com.br/viagemcasal20/Argentina2009?feat=embedwebsite"><img src="http://lh3.ggpht.com/_MYfX2tLEBio/Sr4ehJcdnhE/AAAAAAAAAgE/z1bifM5vuo8/s160-c/Argentina2009.jpg" width="160" height="160" style="margin:1px 0 0 4px;"></a></td></tr><tr><td style="text-align:center;font-family:arial,sans-serif;font-size:11px"><a href="http://picasaweb.google.com.br/viagemcasal20/Argentina2009?feat=embedwebsite" style="color:#4D4D4D;font-weight:bold;text-decoration:none;">Argentina - 2009</a></td></tr></table>

 

quarta 30 setembro 2009 10:29


30/09 a 05/10

30/09/09 Bom dia, dentro do mH esta 6 ºC, tomamos café da manhã e seguimos para visitar algumas bodegas (vinícolas). Etchart, Domingos Hermanos, Nanni ( vinho orgânico 1 dos 4 certificados na Argentina) entre outras. Aqui se degusta vinhos muito bons e o Torrontés, vinho feito com uva típica desta região. Quando estávamos na Vasija Secreta conhecemos o Sr. Hector (o qual possui um Hostel em Salta, e faz passeios diversos para a região, já montou várias voltas para um grupo brasileiro de 4x4 Troller). Esta região possui um micro clima muito favorável para a plantação de uvas, sol durante o dia e frio a noite, chove muito pouco cerca de 200ml por ano. Seguimos para a Quebrada de Las Conchas, que reúne em 83km, um conjunto de montanhas formadas ou melhor dizendo, desenhadas por erosões eólicas e hídricas que geraram formas especiais nas suas terras de cor terracota. A estas formações se deram diferentes nomes, como o Lãs Ventanas, Los Castillos, Anfiteatro (magnífico com uma acústica estupenda, eu e o Chris não resistimos e tocamos uma musica neste espaço, só aqui valeu a viagem), O Sapo, O Frei, O Obelisco, A Garganta do Diabo (neste lugares podemos contemplar a força e a beleza da natureza), Casas Enterradas. Logo na saída da cidade aparecem los Médanos, que são extensas formações de areias brancas e finas, nos lembra muito as dunas em Florianópolis. Levamos todo o entardecer para fazer esta estrada, que esta repleta de curvas e paisagens incomuns e únicas. O Sol caindo de um lado e a lua com suas estrelas, surgindo do outro. A Lua estava quase cheia. Seguimos até La Viña onde pernoitamos na frente da Policia que nos forneceu luz tranquilamente, conversamos um pouco com os Policiais e fomos descansar pois estávamos muito cansados. 01/10/09 Seguimos apreciando o caminho para Salta, passando pelo dique Cabra Coral (imenso, com uma ponte que se pratica Rapel, bungue jump, entre outros esportes) na chegada fomos ver informações turísticas e dar um giro pela cidade, visitar museus e a praça, em Salta esta o MAAM (Museu de Arqueologia de Alta Montanha), podemos observar os “Niños Del Llullaillaco”, são uma das descobertas mais importantes da arqueologia. São 3 crianças que viveram a mais de 500 anos. Foram encontrados em 1999, congelados em cima do vulcão Llullaillaco, a 6.700 mts de altura. Igreja Nossa Senhora da Candelária, Igreja São Francisco (Essa igreja é lindíssima, sua arquitetura se realça na paisagem). Catedral Basílica e o Cerro San Bernardo (possui uma vista magnífica, no topo ao lado do teleférico, pode se ver a cidade completamente iluminada). Jantamos no início da descida com a vista panorâmica. Seguimos para conhecer a noite Salteña e o Cassino, esta é bem agitada. Pousamos em uma Estação de Serviço (Posto de combustível) Shell com wi-fi free é claro. 02/10/09 Tomamos café da manhã no local mesmo com acesso a internet. Seguimos para o Hospital San Bernardo, para o Chris ser atendido por um médico, pois esta sentindo dores no ouvido, quando descemos de altitudes, ele foi muito bem atendido no hospital, comprou o remédio e “cafeasperina” remédio que talvez precisemos se tivermos algum mal da altitude. Andamos mais um pouco para conhecer a cidade e o comércio, compramos folhas de coca, e Paramos em um comércio de Baterias e artigos em geral (Fort-Bat) para trocar a sirene do alarme do MH (que a original não suportou o pó e alguns km de estrada de chão..rsrsr), os donos adoram o Brasil e sempre vem no final do ano para região de Florianópolis, fomos muito bem atendidos. ÁGUA Água mineral para beber...cuidado quando comprar, observem bem a taxa de sódio dessa água, pois em sua grande maioria das águas por aqui possuem alto teor de sódio, o que gera um sabor salgado para ela, e nós brasileiros não estamos acostumados com isso. Então nos faz mal, gerando males estomacais e intestinais. Cuidado!! E como aqui já é uma região muito seca precisamos de um carinho especial na hidratação de nosso organismo. ÁGUA por aqui nem sempre é insípida, inodora e incolor..ou sejam nem sempre essa água é boa!! Seguimos Para San Lourenzo uma Vila encravada nas quebradas do mesmo nome, se encontra a 12km da cidade, possui um clima fresco e acolhedor. No verão a vegetação é florida, e alguns espécies muito características da Mata de Montanha. Seguimos pela Ruta 9, passando por Vaqueros, La Caldera, possui um dique Campo Alegre, onde fazem muitas atividade náuticas e pesca. Nesta região existem vários diques, pois chove muito pouco durante o ano e é necessário armazenar a água. Seguimos pela Ruta 9, estrada é muito charmosa, porém muito estreita passa um veículo de cada vez apenas. Em suas laterais de um lado a Montanha com Árvores ou apenas pedras e do outro, buracos (penhasco) com vegetações. Paramos no dique La Ciénaga para descansar e apreciar a bela paisagem. Ao entardecer seguimos para a capital da província San Salvador De Jujuy. Cidade muito bem sinalizada. A cidade a noite é bela e muito movimentada. Jantamos boas empanadas típicas da região. 03/10/09 Seguimos para termas de Reyes (esta a 19km, estrada toda asfaltada – um piscina para tomar banho ao ar livre) resolvemos não tomar banho devido ao vento frio e o sol muito forte! APUNAPIENTO – MAL DE PUNA – SOROCHE – MAL DA ALTITUDE A Falta de oxigênio, começa a partir de 2.500 mts. Indicações e sugestões: • No dia anterior, ingerir comidas ricas em proteínas carnes, ovos (não frito); • No café da manhã comer tostadas , bolachas com mel (não doces); Na Subida e na descida: Resistir a tentação de comer • Beber água mineral sem gás; • Não fumar; • Chá muito doce; • Alguns doces ou frutas secas; Na Altitude: • Evitar comidas de difícil digestão ou de forte fermentação (pastas, verduras com exceto batatas, pan, refrigerantes, produtos lácteos, álcool, empanadas, locros, refogados); • Ingerir mel, frutas secas (em particular cítricos como pomelos ou laranjas) , muita água; • Comida mais recomendado: um pouco de carne assada sem gordura com batatas ao natural (apenas cozidas) e muita água mineral; Crenças equivocadas: alho, cebola são muito bons dilatadores. Mas para isso é necessários ingerir boa quantidade alguns dias antes. Ambos são vasos dilatadores e baixam a pressão. Recomenda se Chá de Coca doce e mascar a folha de coca. Mas seguindo....de preferência sem qualquer desses sintomas que são causados pela altitude (dor de cabeça, enjôo, falta de ar)... Seguimos rumo as quebradas de Humahuaca (Pumamarca, Maimará, Tilca e Humahuaca) . As quebradas é um trecho de Valle Montanhoso na Cordilheira Oriental dos Andes (com direção Norte-sul) de 180 Km, por uma estrada totalmente asfaltada que acompanha o rio Grande (que nessa época não tem nada de grande). Estas Quebradas são patrimônio Histórico e cultural da humanidade, na categoria de Paisagem Cultural da humanidade. Em todo o trecho das quebradas se pode apreciar as ruínas das antigas construções pré-colombianos, hoje transformadas em sítios de pesquisas científicas. Encontramos nos morros diversas cores laranja, verdes, rosados, azul, isso são as quebradas de humahuaca; beleza natural em ambos os lados do rio. O Clima seco onde no Sol é quente e na sombra é frio. Passamos por Volcán, Maimará, Tilcara, Uquía e Humahuaca conhecendo esses povos, admirados com sua beleza e rica natureza. Descemos as quebradas para chegarmos as 18hrs em Pumamarca onde esta localizado o morro das 7 cores. Lugar único e encantador, resolvemos fazer a volta no Cerro (morro) caminhando e apenas contemplando. Após a volta conversamos com os policiais da localidade, pois precisávamos trocar o óleo do motor do MH, e tínhamos deixado para cá pois nos informaram no Brasil que Pumamarca era a cidade mais estruturada da região. O que não é verdade! Tínhamos duas opções continuar subindo e em Suzques fazer a troca ou retornar 28km e ir a Tilcara, esta sim é a mais estruturada e charmosa das cidades. Pumamarca nem Posto de Combustível tinha. Então na dúvida e como amanhã é domingo retornamos a Tilcara. Onde fomos muito bem atendidos no Lubricentro, pois as 21hrs trocou para nós o óleo. Enquanto fazíamos a troca, atravessei a rua até o posto de combustível para acessar internet. Resolvido isso abastecemos o MH e fomos ver como é a noite da cidade. Compramos empanadas deliciosas de queijo em um lindo Hotel Restaurante e bar. Comemos no MH damos mais uma rodadinha e seguimos para Pumamarca com um lindo luar (lua Cheia), pois desde Cafayate as distancias não são medidas em Km e sim em tempo de percurso e rotação de motor..rsrrs, devido aos trechos ingrimes e sinuosos. E como Pumamarca esta no inicio da subida para o paso de Jama é lá que passamos a noite. Chegando em Pumamarca já abastecidos de água (o que não é muito fácil de conseguir nesta região) tomamos um belo e delicioso banho e fomos descansar que o dia amanhã será muito longo. 04/10/09 Paso de Jama aí vamos nós!! Acordamos cedo, caminhamos um pouco pela cidade e seguimos para Suzques e ao Paso, previsão de chegada em San Pedro de Atacama no Chile por volta das 20hrs. São aproximadamente 450km, o pior trecho que nos informaram são os primeiros 65km que saímos de 2400 para 4170 metros, foi tranqüilo, mas demorados fizemos em aproximadamente 3 horas (ficamos com um pouco de medo devido ao MH-mb180 mas o mesmo não teve ploblema algum e ainda deixou para trás ônibus de turismo, rsrsrs), paramos alguns minutos no salar grande, chegando em Suzques paramos próximo ao um campo de futebol para ver os jovens jogando, um campo de meninas e outro de meninos enquanto almoçávamos (um jogo um pouco lento pois a cidade esta a aprox.3675mts). Seguimos para conhecer a estação de serviço deste povo. Ah! A estação duas bombas de combustível e uma casinha e mais nada...rsrrs achamos que não conseguiríamos trocar o óleo aqui ainda bem que trocamos em Tilcara. Na subida a paisagem é MARAVILHOSA , ESPETACULAR!! De Suzques a Jama são mais uns 146km, um pouco antes da Aduana há um posto de combustível YPF novo, muito bom com restaurantes, estrutura, e diesel o que é muito importante!!rsrsr por volta das 3 da tarde, fomos fazer os tramites legais, enquanto fazíamos os tramites conhecemos o André (Brasileiro) e a Eveline (alemã) os dois estão viajando em um Clio desde Itu – SP, estão indo para San Pedro também e retornarão por Mendoza. Tramites feitos cartões trocados entre novos amigos seguimos viagem rumo ao Chile. Descobrimos que o maior problema não é você chegar aos 4400mts e sim permanecer na alta altitude. Nosso recorde nesta fronteira (paso) foi 4853mts ao nível do mar. Ainda tínhamos 160km para San Pedro de Atacama, cada km andado uma paisagem mais bela que a outra, quando começamos a descer comecei a passar um pouco mal um certo enjôo, um pouco de falta de ar, quase vomitei. O Chris estava tranqüilo apenas com um pouco de dor de cabeça. Descobri que o que estava me fazendo mal era a folha de coca então decidi parar de ingeri-la e só ingerir durante esse período de descida biscoitos, água e balas. Fazendo isso melhorei. Continuamos a descida rumo a oeste com um por do Sol supremo. Mais algumas horas chegamos na aduana chilena que esta junto a cidade de San Pedro de Atacama. Tramites Chilenos resolvidos sem confiscarem nada, fomos encontrar um lugar para estacionar. Paramos atrás de um MH Chileno em frente ao corpo de bombeiro, era o José (Chileno) e a Andréia (Brasileira) com sua família. Foram super simpáticos conosco, conversamos um pouco e como já era 21:30 e o comércio já estava fechando, continuamos nossa conversa andando com eles pelo centro histórico da cidade, as peatonais (ruas apenas para pedestres). Nos convidaram para jantar, mas como estávamos super cansados preferimos não jantar apenas comer uma fruta e irmos dormir, mas combinamos que no retorno quando passarmos em Antofagasta iremos visitá-los, daqui a uns 15 a 20 dias, o que o José achou perfeito, pois ele tem negócios e retornará do Brasil mais ou menos nesse período. Enfim fomos dormir. 05/10/09 CHILE San Pedro de Atacama esta localizada no deserto mais árido do mundo, é a capital arquiológica do Chile, esta localizada na depressão pré-antiplanica 2438 m.s.n.m (Metros Sobre Nível do Mar). É um lindo povoado, seu nome origina “Accatchca” que significa cabeceira do país, esta palavra sofreu modificações até chegar no Atacama. Uma cidade pitoresca com casarões históricos, uma igrejinha super charmosa e as peatonais, torna-se um lindo povo que vive numa secura imensa. E o pó então nem se fala acho que já faz parte da paisagem. Encontramos com o André e a Eveline nas informações turísticas e combinamos que íamos tentar conseguir fazer o passeio do El Tatio juntos (passeio imperdível, mas tem que contratar uma van, pois o caminho é muito duro, quase um raly) A cidade oferece diversos atrativos o Tour Vale da Lua, Vale da Morte, Salar de Tara, Vale do Arco Iris, Geysers Del tatio, passeios arquiológicos, Lagoas Antiplanicas e Salar de Atacama, Lagoas Cejas e Tebinquiches, termas Puritama, entre outros. Na cidade é possível alugar bicicletas e pranchas para Sunbord e a noite ainda se pode observar o céu. Agendamos nosso passeio para amanhã, na agencia Corvatsh, www.corvatschchile.cl , conseguimos um desconto e ainda deixamos indicado para o Andre e Eveline fazerem também. A Tarde foi de passeio pela cidade e arredores. Compramos água para levar no passeio “sem sódio”. Conseguimos um ponto de luz com os Bombeiros para passarmos a noite. Não puderam nos forneceram durante o dia pois na frente deles não é permitido estacionar durantes o dia. Plugados fizemos um lanche leve e fomos descansar. Pois amanha a Van passa nos pegar as 4 da manha para irmos ao Tatio, menos mal o Chileno possui um fusorario de 1 hora a menos que o Brasil, ou seja poderemos dormir uma hora a mais. TV programada para nos acordar fomos dormir.

sábado 10 outubro 2009 05:51


06 a 08/10

06/10/09 El Tatio, localizado a 99 km da cidade e a 12km da divisa com a Bolívia, a 4320 m.s.n.m. , o vapor da água saí da superfície através de fissuras na crosta terrestre, alcançando um temperatura de 85ºC. Ao amanhecer, com temperaturas abaixo de zero (quando chegamos estava -10C), se pode apreciar um espetáculo impressionante e maravilhoso, gerado pelos violentos fluxos de vapor que se elevam até 25m de altura. Este campo geotérmico esta formado por 40 geysers, 60 termas e 70 fumarolas numa extensão de 3km², é esplendido, depois do show que se inicia por volta das 6:30 am, desfrutamos do café da manha oferecido pela agencia, ovos cozidos no geysers, leite e chocolates também aquecidos nos geysers, Paes, alfajores e barra de cereais. Depois do café passamos para o banho, não tivemos coragem de entrar com roupa de banho. O André entrou e disse que foi confortável enquanto estava dentro da piscina que gira na temperatura de 30 ºC, mas a saída é sofrida. Rsrrs... Continuamos caminhando pelas fumarolas e jatos de água em um lindo show. Por volta das 9:00 am começamos o retorno com um ótima explicação do nosso guia Jaime, como se formou os geysers, a formação geológica da região, a flora e fauna. Ele nos mostrou a “llareta”, uma planta parente do pinos, que esta sendo considerada a planta do futuro, estudos mostram que as populações que vivem entorno delas não tem Tuberbulose, e sua seiva cura a diabete. Nesse momento esta proibida a extração desta planta, pois ela esta quase em extinção, pois era muito extraída antigamente, para se queimar devido sua resina e então utilizada na produção de energia para as mineiras. Pudemos observar Vicuñas, llamas, flamingos, e muitas outras aves. O povo machuca qual não vimos ninguém, apenas suas residências. Estão trabalhando na estrada, no início estávamos achando o passeio um pouco caro, mas depois a achar o preço junto, pois de MH seria muito mais demorado e muito mais complicado, pois a estrada esta horrível. Chegamos em San Pedro novamente por volta das 13hrs. Almoçamos e seguimos para Valle de Jere, Salar de Atacama e Laguna Chaxa. Conhecido isso acompanhamos o por do Sol. E voltamos ao estacionamento que temos ficado todos os dias, formos dormir por volta das 8hrs da noite, estávamos super cansados, a altitude cansa muito. 07/10/09 Acordamos cedo, com mais dois Mh’s Argentinos estacionados ao nosso lado...estão indo rumo ao Peru também, trocamos informações e provavelmente vamos nos encontrar mais a frente. Fomos ao Valle de La Luna, conhecemos a caverna (precisa levar lanterna, imperdível), muito lindo esse parque, incrível a imponência dos Andes, dos Vulcões. Valle de La Muerte, não façam esse trajeto de motor home, a estrada esta muito ruim. Não conseguimos fazer o caminho todo, tivemos que fazer a volta. E como fazer a volta em um pequeno espaço, nesse retorno tive que descer do mH para ajudar o Chris a manobrar. Rsrsrs...adrenalina total...rsrsrs.... Quando estávamos saindo encontramos os nossos novos amigos André, Eveline e seu guerreiro Clio. Daí seguimos para Calama, com uma viagem de aproximadamente 2hrs para 100km, claro que sempre bem acompanhados do ventinho West (60km/h). Chegando na cidade, abastecemos de água, andamos pelo centro. Compramos algumas coisas para Jantarmos e fomos descansar. 08/10/09 Acordamos enquanto eu atualizava o diário o Chris foi atrás de informações turísticos. Agendado o passeio para Chuquicamata a tarde, por sorte conseguimos (o ideal é chegando na cidade ir direto fazer a reserva na prefeitura). No Copec abastecemos o Mh, e o frentista tentou nos cobrar 10000 pesos chilenos a mais, alem de nos cobrar o preço do diesel mais caro, deve se ter cuidado! Principalmente em pagamentos em Cartão de Crédito. Passamos no mercado e fomos em direção a Chuquicamata a 16km de Calama, a cidade das caminhonetes e do cobre...rsrsrs...entre 10 carros que tem aqui 9,8 são Caminhonetes. Chuquicamata é a maior mina de cobre do mundo, cerca de 36% do cobre do mundo esta em território chileno, seguido por 7% nos EUA. O Tour mineiro é surpreendente, a gigantescas dimensões, como seus grande movimento industrial e o intenso trafico da frota de enorme caminhões industriais (330, 360 e 400 toneladas), custando estes aproximadamente cada 4 milhões e seus pneus 40 mil dólares. O tour sai todos os dias de segunda a sexta às 14 horas,o tour não é cobrado apenas eles pedem doação para um instituto que auxiliar as crianças em Calama. Na Mina conhecemos 5 brasileiros que estão viajando de moto desde Santa Catarina, eles também nos comentaram que tiveram problemas quando foram abastecer combustível aqui no Chile. Por isso então. Atenção nos abastecimentos em postos Chilenos. A nossa sorte é que percebemos no posto mesmo, pois sempre converimos os valores, a litragem junto com a média que o MH faz. Por isso, repito cuidado!! Chileno não são tão honesto quanto sua fama. Após o recorrido em Chuquicamata, onde a empresa de extração de cobre e alguns outros minerais, hoje em dia é 100% chilena, seguimos para Tocopilla. Cerca de 130 km, de cruzinhas, retas, vento e sem esquecer do Sol!!!

sábado 10 outubro 2009 05:58


09/10 a 19/10 Chile e Perú

http://picasaweb.google.com.br/viagemcasal20/Chile2009?feat=directlink

Chegamos em Tocopilla ao entardeceer (08/10),cidade portuária , entardecer divino digno de postal. Caminhamos pelo centros, compramos algumas coisinhas na ferinha que esta ocorrendo na cidade até no domingo.

Íamos içar em um posto de combustível, mas o frentista queria nos cobrar para ficar. Então decidimos estacionar próximo aos carabineiros que é sempre mais seguro e , com certeza mais tranqüilo também.

 

09/10/09

Rumo A Iquique e a Zofri (zona franca), a estrada vai acompanhando o mar. Passamos por vários balneários Chilenos. No caminho a dunas enormes, pura areia, aqui é muito comum vermos pilhas de algas recolhidas, essas pilhas são vendidas e carregadas em caminhões ainda não descobri qual é o uso destas algas.

Iquique um oásis no meio do deserto, chegando na cidade fomos direto a um posto de combustível para nos abastecermos de água. Coisa rara por aqui. Não conseguimos uma das atentendes nos falou que o uso da água é altamente controlado, pois é muito caro. Um litro de água é mais cara que o litro de gasolina. Então seguimos para o próximo posto o COPEC , onde desta vez conseguimos com certa facilidade. Seguimos para almoçar na beira da praia. Um belo e saboroso sanduíche com refrigerante geladinho. o delícia!!rsrsr!!! no meio do deserto é um paraíso.

Depois de descansarmos um pouco seguimos direto para a Zofri, pois precisamos comprar uma Bateria nova para a casa. A nossa já saímos com problemas do Brasil e como estamos nos estressando demais com a dita. Resolvemos trocá-la.

Zofri, é a maior zona franca da América do Sul. São 240 hectares que reúne galpões e um grande centro comercial, com aproximadamente 400 locais, bancas e surcusais bancárias. Seus preços são bons, não tão bons como no Paraguai.

Pesquisas feitas, amanhã veremos na internet qual é a melhor opção de baterias que temos por aqui. Hoje passaremos a noite no estacionamento da Zofri, nos foi fornecido muito gentilmente uma tomada até as 7 hrs da manhã.

 

10/10/09

Bom dia! Iquique, acordamos no nosso horário de sempre , mas como aqui tem uma hora a menos. Saímos para conhecer a cidade mais calmamente. E acessar a internet. Pesquisa feita, cidade conhecida, visitamos outro ponto de comercio que vende baterias na cidade. Então resolvemos comprar a bateria. Bateria instalada, tentamos estacionar novamente no pátio da Zofri, o que foi impossível então estacionamos do lado de fora. Mais um rodada pelo shopping e fomos almoçar.

Tudo resolvido bateria instalada, tudo funcionando, pegamos a estrada novamente agora rumo a Huara, que esta a aproximadamente 83 km.

Huara cidade pequena e tranqüila a primeira vista....rsrsrs Ou melhor dizendo até o final do jogo de futebol Chile X Colômbia, valendo a classificação para a copa da África do Sul...Final de Jogo Chile 4 X Colômbia 2, classificado, festa em toda a cidade, com direito a carreata e tudo. Jantamos e descansamos pois amanha será um longo dia.

 

11/10/09 Peru

Classificados para a copa, melhorou o humor dos chilenos, rsrrs... Passamos por Arica...uma curiosidade no primeiro Copec, paramos para conseguir água. Falamos com o gerente que ficou muito chateado por não poder nos ajudar, pois no posto existe apenas um torneira para uso coletivo, e esta estava trancada com cadeado e apenas o dono tinha a chave.rsrsrs...água aqui é muito complicado.

Resolvemos passar para o Peru e chegar a Moquequa ainda hoje, pois como hoje é domingo e passaremos por aqui na volta, ai sim pararemos com mais tranqüilidade.

Fizemos os tramites chilenos e depois o Peruano, fomos muito bem atendidos pelos dois lados. Do Lado Peruano o Policial,  chegou conversando conosco em Português, pois tem vários amigos brasileiros. Fez nossos tramites muito tranquilamente e seguimos viagem. Passamos por Tacna, a zona franca já estava fechada,então seguimos para Moquequa. Chegando em Moquequa circulamos pela cidade que nos pareceu muito tranqüila.

Resolvemos passar a noite no posto de combustível na entrada da cidade, o qual é plano, e funciona 24hrs.

Chegando ao Posto encontramos 2 motor homes, argentinos que já tínhamos encontrado em San Pedro, conversamos um pouco, abastecemos o MH com combustível e com água. Uma curiosidade: aqui no Peru não se vende combustível por litros, e sim galões e ninguém sabe exatamente quantos litros tem um galão, dizem de 3,8 a 4L.

Pegamos mais algumas dicas de roteiro com os Argentinos e fomos descansar. Pois amanha será um dia longo, voltaremos a andar na altitude. Nossa próxima parada será Yunguyo.

Dica: sempre confira todos os dados dos tramites nas aduanas, pois colocaram a gente como argentinos e depois tivemos problemas com policiais e daí dale conversa para não pagar propina.

 

12/10/09

Pegamos a estrada por volta das 8hrs (Brasil), pois o Peru possui um fuso horário de 2 horas a menos do Brasil (sem horário de verão). Encontramos os MH’s Argentinos próximo a Torata, eles saíram antes.(de 1 a 2 horas de diferença).

Seguimos os 3 por um bom pedaços juntos, um pouco antes de chegarmos a Desaguadeiro eles param para almoçar e tirar a ciesta, e nos seguimos, combinamos de nos encontrar mais tarde em Yunguyo. Passamos direto por Desaguadeiro, paramos em Zepita. Pequena cidadezinha ao lado de desaguadeiro. Queríamos comprar algumas coisinhas de comer diferentes, paramos para tirar fotos da igreja que esta fechada a anos e é da épocas das missões, ninguém da cidade nos soube precisar se eram missões Jesuítas ou Franciscanas. Compramos Inca Cola, a sra que nos atendeu perguntou de onde éramos, falamos que era do Brasil, e ela nos replicou - onde Fica o Brasil perto da Itália?  Daí peguei o mapa 4 rodas e mostramos a ela onde está o Brasil e que somos vizinhos...rsrsr....Saímos deste comércio e entramos ao lado, para comprar pão, e derrepente ...em vez de nós sermos os turistas, nos tornamos a atração turística. Apareceram cerca de umas 50 crianças e adultos na porta do comércio. Olhando pra nós e para o MH. Falávamos com eles, e alguns poucos nos respondiam, mas todos no olhavam admirados. A moça que estava nos atendendo perguntou para um menino se, ele não sabia falar, se ele era um llama, pois não nos respondia,...rsrsr....olha que estamos sendo bem compreendidos com nosso espanhol. Apesar das trocas de sons. Estamos nos entendendo bem.

Voltamos para o MH, demos algumas bandeirinhas do Brasil para algumas crianças que ainda estavam por ai. E Seguimos para Yunguyo( A Capital Aymara do mundo Andino).

Chegando na cidade, fomos direto a informações turísticas, a igreja, as 2 praças. E fomos a um comércio comprar sorvetes. (cuidado! Sorvete = Canudo para Peruano, Helado = Sorvete). Fomos super bem atendidos aqui e ficamos conversando um bom tempo. E descobrimos algumas coisinhas, a Dona do comércio chamasse Lucia,
(suas filhas são a Hayda que morou no Brasil por 2 meses e voltou, a Veranida, a Luiza e a Lucero esta a mais nova queria aprender a falar português, que menina meiga e encantadora), lá também estava a sra “Pety”Medalit uma arequipeña, não tenho palavras para descrevê-las muito simpáticas, muito atenciosas. Pegamos um triciclo para conhecer a cidade. Voltamos ao comercio e continuamos a conversar sobre a festa que estava acontecendo na cidade. São 4 dias de festa com muitos bailes, desfiles, alegria. Elas ligaram para a policia e o Mayor (o chefe da policia) veio falar conosco, ele nos disse que poderíamos passar a noite dentro da garagem da policia. Como tinha festa na cidade, e em todas as outras garagens tinham bailes nos autorizou a passar a noite no seu estacionamento. Agradecemos sua gentileza e fomos estacionar lá para jantarmos e descansar. Esta cidade já esta na beira do lago Titicaca. Estamos hoje a 3.834 m.s.n.m.

 

13/10/09

Hoje deixamos o MH, por aqui no estacionamento da polícia, e seguimos de moto taxi (triciclo) até a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana, um dos destinos mais procurados pelos turistas.

Ah! Altitude cansa!! Se consome mais energia!!Caminhar dependendo do dia parece que você correu...rsrsr

Não conseguimos fazer o passeio para Ilha Del Sol, devido ao horário. Mas tudo bem quem sabe na próxima vez.

Caminhamos por toda a cidade e compramos algumas coisinhas. Umas comidas diferentes, umas roupas e algumas recordações.

Encontramos na Bolívia as meninas do comércio de Yunguyo na igreja da Virgem milagrosa, uma igreja muito linda com detalhes em ouro e uma santa em pedras preciosas.

Ia indo tudo bem tranqüilo, até que resolvemos retornar para o Peru. O policial boliviano não queria fazer a nossa saída deste país, alegando que todo turista é obrigado a ficar 48 hrs no país. Falamos que não podíamos, que ninguém tinha nos avisado na entrada isso, e se tivessem avisado não entraríamos. O Policial resmungou mais algumas coisas, mas acabou carimbando nosso passaporte para o retorno ao Peru. Atravessamos novamente a pé e pegamos uma van até a praça central de Yunguyo. Na chegada nos despedimos das moças que tínhamos encontrado novamente e seguimos para a garagem da Policial onde nosso MH estava estacionado. Conversamos mais um pouco com o Mayor Timoteo, que nos atendeu todas as vezes muito bem, ele nos contou que ano passado fez um curso contra drogas no Estados Unidos com vários policiais brasileiros. E adorou os brasileiros.

Terminamos de organizar as coisas que compramos na Bolívia e seguimos rumo a Puno. Chegamos no meio da tarde em Puno, estacionamos na Praça de Armas, e seguimos para conseguir algumas informações da cidade.

Puno (3.827m.s.n.m) é a principal cidade a beira do Lago Titicaca, o qual é o lago navegável mais alto do mundo. Diz a lenda que aqui se deu o inicio da civilização inca.  Próximo a cidade se encontra as ilhas flutuantes dos Uros. As ilhas de Taquile, Amantaní.Existe passseio para todas elas. Puno é a cidade das Fotocopias, ha muitas. Rsrsrrs..Hoje conseguimos um mapa turístico do Peru, ainda sem quilometragem , não diz a distancia mas diz o tempo entre as cidades.

Antes de retornar de nosso passeio resolvemos comprar uma pizza para jantarmos...até ai tudo bem!!rsrsr Escolhemos uma pizzaria e depois de verificar que não existia nem pia, muito menos torneira para lavar as coisas resolvemos mudar para viagem, o pedido incluía gasosa, uma pizza média e pães com alho. Esperamos uns 20 min até ficar pronta, um pouco antes um dos meninos que trabalhava no local cortou uma cartolina ao meio e começou a fazer a caixa para levarmos. A Pizza ficou pronta a moça a colocou nesta caixa, com duas fatias de pão torrados e um pacotinho com molho de alho, e a gasosa o menino pegou um pacotinho um copo, mediu dois copos de refrigerante colocou o liquido dentro deste saquinho e nos entregou!! Fomos então com o saquinho de refrigerante e a pizza na mão até a praça de armas, onde estava estacionado o MH para comermos. Que coisa estranha!!!rrsrsr

Dica: Tomar muito cuidado com o que se come, pois os hábitos de higiene são bem distintos dos nossos e conversando com vários turistas estrageiros descubrimos que praticamente todos tiveram algum tipo de transtornos intestinais, até mais graves como uma semana internado no hospital local como nos comentou um Frances!!! Desta maneira decidimos priorizar as refeições no MH.

 

14/10/09

 Hoje vamos a Uros, as famosas ilhas flutuantes do lago Titicaca. São ilhas construídas com Totora. As quais são habitadadas pelos Uros, expertos  bordadores que mantém, seus costumes ancestrais como a pesca e suas balsas de totora. A Totora é uma espécie de planta muito comum no lago que possui raízes que flutuam e ramos leves, maleáveis e impermeáveis. No complexo de ilhas ha escolas, postos de saúde e várias ilhas com suas casas.

O Turismo é bem agressivo por aqui, a renda deste povo vem principalmente do turismo, depois da pesca, que vendem em Puno e dos seus artesanatos que vendem aos visitantes. Os idiomas originais são o Quecha e o Aymara, ambos estão se perdendo. Pois as crianças não querem aprender, além de serem apenas falados e não escritos.

Retornamos do passeio por volta das 13 horas. Almoçamos e seguimos rumo a Ayaviri. Passamos por Juliaca, o techinho da estrada ruim, ou melhor inexistente um areião, que um caminhão vai passando e transformando esta areia em barro, que horror!! Tarde toda para fazer 40km finalmente chegamos em Ayaviri, nesta cidadezinha tem um complexo de águas termais. Não tomamos banho pois estava ventando muito e a piscina ( poza), ficam abertas ao tempo. Então a sensação na hora da saída não seria muito agradável, além daquele detalhe da higiene,rsrsrs. Compramos pão macio neste local, seguimos para acessar a internet, comprar ovos, queijo (muito bom) e tomates. Depois de tudo resolvido seguimos até um posto de combustível que há na entrada da cidade para pernoitarmos. O melhor posto que encontramos até agora. Limpo, organizado com água e um preço bom de Diesel (petróleo por aqui – D2). Jantamos e descansamos, ótimo ponto de parada para pernoite!!!!

 

15/10/09

Após uma estrada razoável e belas paisagens chegamos a Cuzco (3.399 m.s.n.m) cidade totalmente turística, com o transito enlouquecido, com motoristas e pessoas mal educadas. Enfim... Em seus arredores se encontram imponentes sítios arqueológicos como Sacsayhuamán, com pedras de até 9 metros de altura e 350 toneladas, e monumentos sagrados de Quenko e Tambomachay, um lugar de culto a água. Na cidade existe várias igrejas e museus para se conhecer. Com bases incas e sobre estas imensas construções espanholas. Tudo para conhecer se paga, com exceção das igrejas em horário de missa. Existem dois boletos turísticos um arquiologico e outro religioso. Aqui espirrou paga, rsrsr... mais ou menos assim!

Lavamos roupas por aqui. Fomos até o Club Hotel que fica localizado próximo a universidade, próximo a entrada da cidade para quem vem de Puno. Achamos um Absurdo o preço e resolvemos não ficar queriam nos cobrar U$ 25,00 por dia. Enfim é longe , mal localizado, muito caro e não gostamos, fomos porque era indicação de várias pessoas.

Estacionamos na rua Plateros bem próximo a policia, e ai passamos a noite bem tranquilamente.

Quando vierem a Cuzco muito cuidado com o transito é uma loucura, acredito que é muito pior que o de São Paulo, os taxistas são mais que folgados e maus (terríveis) motoristas.

Queríamos comer algo diferente esta noite, mas acabamos ficando sem coragem por causa da limpeza deles, acabamos indo até o Mac donalds fazer um lanche.

Além do transito é outra coisa que se deve tomar muito cuidado por aqui, é a higiene das coisas!! Isso devo confessar que não é o forte deles.

Voltamos ao MH depois de nosso estranho lanche, buscamos a roupa, organizamos a nos armários, atualizamos algumas coisas e fomos dormir.

Dica: Procuramos por estacionamentos próximos ao centro, pois o hotel, além de caro é muito longe, mas não encontramos, depois encontramos os MHs Argentinos que ficaram em um estacionamento na Av Sol há 4 quadras do centro por 10 solis o dia.

 

16/10/09

 Acordamos cedo por volta das 6 horas (Peru), tomamos café, e seguimos para comprar nossas passagens para Machu Picchu com saída de Ollantaytambo. É mais seguro e garantido comprar por aqui. Pois é muito concorrido a venda de passagens. Para estrangeiros a partir de Ollantaytambo custa U$31,00 cada ou seja U$ 62,00 ida e volta por pessoa. Conseguimos para amanha os últimos dois lugares.

Passamos no mercado compramos algumas frutas e verduras, pedimos informações como sair da cidade rumo a Chinchero, e onde nos meteram, numas subidas...numas barrocas, com lombadas nas subidas, pista simples para duas mãos, areia, terra e pedras na pista. Chegou a um ponto que pensei que o MH não ia subir. Mas ele é guerreiro.

Seguimos a Ollantaytambo, passando pela serra que circunda o vale sagrado., como diz o Chris não é vale sagrado e sim vale plantado.

A paisagem é indescritível, Passamos por Chincheros, Urubamba e enfim Ollantaytambo aonde as ruas são estreitinhas e calçadas com pedras (de rio), pequena mass charmosa. A maioria dos trens sai daqui. Aqui também esta um dos sítios arqueológicos do boleto turístico.

Um feirinha com artigos típicos e lembranças. Paramos  na praça o  Chris desceu para pedir algumas informações. Então seguimos para uma praça de estacionamento após a feira. Lugar super tranqüilo sem água, sem luz, que os ônibus param por ali enquanto os turistas visitam as ruínas. Caminhamos um pouco por toda a cidade compramos umas bebidas energéticas para amanhã.

Após a caminhada fomos jantar uma bela macarronada. Atualizei algumas fotos e segui descansar pois ao dia amanhã será longo. O Chris ainda foi dar uma caminhadinha. E eu fui descansar. Uma hora depois o Chris retornou e levei um baita susto, pois realmente tinha pego no sonho pesado e achei que estavam arrombando o MH. Ui que susto!!!rsrsr... Mas ainda bem que era apenas o Chris.

Depois do susto fomos descansar os dois.

 

17/10/09

Acorda!!! O trem sai as 5:10hs, não sei o que aconteceu com nosso relógio que acabamos nos atrasando. Íamos colocar o MH no estacionamento do trem, mas não dava mais tempo, então decidimos deixar o MH estacionado por aqui mesmo, e seguir com um moto taxi (triciclo) até a estação. Chegando ao trem o mesmo estava saindo e não teve como segurar, acabei tendo uma crise alérgica e precisei de oxigênio. E devido a isso tivemos que pegar o próximo trem das 8:00. Nos males o menor, assim subimos para Águas Calientes ao amanhecer com um pouquinho de chuva, mas podendo observar as lindas paisagens.

Chegando em Águas Calientes compramos os ticket para o ônibus (U$14 por viagem por pessoa), queríamos subir a pé, mas devido a minha crise, achamos melhor não. Aqui a paisagem já muda totalmente. Algo  mais úmido, verde muito semelhante a serra do mar, a mata atlântica. O ônibus leva aproximadamente 30 minutos até a entrada do Parque. Na subida não se consegue ver nada do Machu Picchu.

Chegando compra se a entrada s/. 124,00 (soles) por pessoa.

O Machu Picchu, não é apenas mais um patrimônio histórico e cultural da humanidade. É o Lugar! E não pela sua arquitetura, e sim pela sua localização, sua imponência. É incrível como conseguiram construir em um local de difícil acesso! Caro, porém impressionante. A natureza, o controle hidráulico. Este local era utilizado pelos incas para cerimônias, cultos e retiros espirituais. Caminhamos por todo o caminho longo.

O Chris subiu o morro Waynapicchu (o morro que aparece na tradicional foto de Machupicchu), e eu como ainda me sentindo um pouco debilitada preferia aguardar na base, apenas o observando através do binóculo. Ele fez o caminho do Cerro (morro) em aproximadamente 1hora e meia, o tempo normal de subida e descida é de 2 horas e meia. Neste caminhos ele conheceu um mineiro que mora em Curitiba que fez o caminho inca de 42km em 4 dias. Ele nos disse que é muito semelhante com o caminho do Itupava na serra do mar paranaense, a única diferença é a altitude. Ah! Antes que eu me esqueça a praça central do Machupicchu esta a 2.490 m.s.n.m.

Como aqui encontramos diversos brasileiros, poucos argentinos e uma enormidade de europeus, Japoneses e alguns russos, americanos, entre outros, realmente o mundo se encontra aqui.rsrsrs, escuta-se inúmeros idiomas.

Recorremos todo o sitio arqueológico contemplando sua beleza e seu encanto.

Um pouco da História: Em 1874, por encargo do governo Peruano o cartógrafo alemão German Góhring, registra o nome e Machu Picchu e Wayna Picchu.

Antes de Hiram Bigham, Augustin Lizárraga camponeses da região, chegaram a Machu Picchu em 1900. Outras pessoas como Melchor Arteaga, junto A. Ochoa, Gabino Sánchez, Enrique Palma, Béjar, Morroy , e o Dr. Tomas E. peine, entre outros, já eram conhecedores da cidade sagrada.

No começo do século passado, o professor norteamaericano Hiram Bingham, estudioso do itinerário e das estradas de Simon Bolívar na Sul America, toma interesse pela cultura inka e seus caminhos, acompanhado de um tradutor,   sargento da Polícia Carrasco; parte de Cuzco e atravessa o que hoje é chamado de vale sagrado dos Inkas, com direção ao rio Urubamba, chegando a Mandorpampa e a fazenda Cutija, onde conheceram os camponeses Arteaga, a quem pagaram um sol para lhes indicar onde estavam as ruínas de uma cidade. Começaram a subida com grande dificuldade e depois a uma difícil caminhada montanha acima., encontraram fam’

Ilia de compeneses, a de Anacleta Alvarez e de Toribio Richarte, eles viviam e trabalhavam na terra dos Andes e na parte baixa oeste da cidade. Um Menino , filho de uma das famílias quis ser guia e conduzir los até o restante arqueoógico. Subindo primeiro, a “Tumba Real” logo a Templo principal e ao “Templo das 3 Janelas”. E ao dia 24 de julho de 1911 se atribuio descobrimento científico de Machupicchu.

A esta montanha os camponeses do lugar chamavam de MACHUPICCHU “montanha velha”, em sua tradução para o espanhol; Bigham  quem chamou a Machupicchu como Ä cidade perdida dos Inkas”, realizada em 1912 uma nova expedição acompanhado de especialistas, escavadores, topógrafos e assistentes para explorar, desflorestar e realizar uma  pesquisa arqueológicas. Trabalhos feitos com sucesso pela universidade de Yale e a National Geographic Society. Posteriormente o estado Peruano içou a cargo de sua conservação e , hoje em dia,  o Instituto Nacional de Cultura Cusco realiza,  os trabalhos de conservação e manutenção deste legado cultural na nação peruana e do mundo.

Descemos para Águas Calientes, passeando mais um pouco em sua feira. Fizemos um lanche enquanto aguardávamos o trem das 18 horas para voltar a  Ollamtaytambo.

No trem viemos conversando com um casal de Orlando, na Flórida. Um detalhe muito especial, em Inglês. Conseguimos nos comunicar bem. Rsrsrs.

Chegando na Estação final, fui agradecer as pessoas que me ajudaram pela manhã. E voltamos ao motor home jantar e descansar, pois estávamos “quebrados”. O dia foi ativo demais.

 

18/10/09

 Acordamos tarde, eu como tinha tomado um antialérgico antes de ir dormir fiquei meia grogue até perto do meio dia.  Enquanto eu dormi o Chris ficou organizando o MH.

As rodovias peruanas são um capítulo a parte, por aqui se paga pedágio e as estradas são muito, mais muito ruins.

Tomamos um café reforçado e seguimos para Urubamba, quando estávamos saindo de Urubamba encontramos com os dois MH’s argentinos, já estávamos achando que eles tinham desistido das estradas peruanas . Mas não! Estavam indo para o Machupicchu. Enfim conversamos um pouco e seguimos para Calca, onde dizia ter águas termais. Bom essas águas , local minúsculo com apenas uma espécie de banheira usada coletivamente, literalmente, sem área de estacionamento, a estada é de apenas uma pista e de terra. Esta localizada na beira do rio. Novamente não tivemos coragem de entrar. Era algo muito estranho. Muito diferente de nossos padrões de termas, de limpeza de higiene. Seguimos viagem para Pisac e Cusco, para vermos se o transito era um pouquinho melhor no domingo.

O que não é muito melhor, circulamos mais um pouco pelo centro histórico, e baixamos para a região próxima para tentar encontrar a outra saída pela Antonio Loreta, para tentarmos não pegar aquela porcaria de saída que tínhamos pego a outra vez. Depois de entrar em ruas que não passávamos, conseguimos enfim encontrá-la. Detalhe que perguntamos para um monte de vezes e cada um responde de uma maneira, ou seja, sem mapa, com informações diversas, é difícil se locomover, depois de um passeio rsrsrs conseguimos achar, realmente era como achávamos, um pouco mais tranqüila, um pouco menos íngreme, com mais curvas, porém mais suave.

Seguimos viagem até Ancahuas, pois nos disseram que até Abancai são aproximadamente 6 horas de viagem para fazer 200km.

Chegamos no final da feira dominical,onde as pessoas da região vêem para vender seus produtos, comprar o que necessitam e trocar, parece que voltamos no tempo. Dormimos na praça, muito tranquilamente, cidades pequenas são muito melhores para pernoitar.

 

19/10/09

 

Subimos a 4000msnm descemos a 1800, subimos novamente até 4500, descemos novamente, através de seus cotovelos e pavimentação horrível. Desviando de muitos animais na pista, muitos mesmo, Burros, cavalos, gado, ovelhas, cabritos, llamas, carros parados no meio da via. O transito realmente é uma loucura por aqui, vale tudo. Abancay é um pirambeira, passamos direto. Quem sabe chegar ainda hoje em Nasca apesar de acharmos muito difícil. Depois de subirmos a terceira vez aos 4 mil começou a chover, essa chuva, após os 4600msnm começou a se transformar em gelo, e esse gelo em neve. Que neve. Tudo congelado inclusive a pista, onde a água da chuva se transformou em água congelada. A paisagem foi se transformando de bela para adrenalizante, principalmente quando paramos em Caraybamba e um senhor nos disse que Puquio era mais alto de onde estávamos, e ainda faltava uns 195 km até lá. Nos entre olhamos e seguimos viagem. Imaginando a noite que passaríamos. E passavam por nós diversos caminhões todos congelados literalmente. Mas graças ao bom Deus, derrepente começou a surgir algumas luzes, alguns raios solares além de começarmos a descer . E aconteceu o que menos esperávamos a uns 30km de Puquio, abriu totalmente o tempo. Surgindo o céu azul e um belo entardecer.

Puquio parada obrigatória para nós hoje, suas ruas onde passa a carreteira (a estrada) estão intransitáveis, tudo esta em reforma, é um pó só, que eles fazem o favor de transformar em um barro só. O que nos assusta que este é o principal acesso a Lima, e ainda se paga pedágio para circular por aqui. TERRIVEL!

Enquanto fiquei atualizando o micro e fazendo sopa o Chris foi comprar pão. Jantamos atualizamos mais algumas fotos e fomos descansar.

Pois esse trecho foi super cansativo, nossa velocidade média esta por volta dos 30 km/h. Subidas, descidas, buracos, curvas cotovelo com precipício sem acostamento, qualquer erro é fatal. Estamos super cansados! Estressados. As paisagens são bonitas, mas a estrada é terrível. Isso porque perguntamos para várias pessoas como estava essa rodovia, todos nos falaram, “a ruta estas muy buena”, esta toda asfaltada em perfeitas condições, só se for para os padrões peruanos.

Então estamos descobrindo que eles não sabem o que significa estrada boa, estrada em perfeitas condições. Chegaram a nos falar que essa é a melhor rodovia que eles tem. Enfim vamos descansar que amanha serão nossos últimos km até Nasca.

Cuzco a Nasca = 635 Km – tempo de acordo com o Mapa do Peru 13 horas. Nós não conseguiremos fazer nesse tempo. Nem a Pau!! Acho que de camionete 4x4 conhecendo bem talvez consiga, rrsrsrs, há claro, sem dó da camionete, de preferência alugada.

http://picasaweb.google.com.br/viagemcasal20/Peru2009?feat=directlink

 

terça 20 outubro 2009 16:05


20/10 a 24/10 Peru a Chile

Blog de casal20 :Aventuras, Viagens, Amizades,..., 20/10 a 24/10 Peru a Chile

20/10/09

 

BOM DIA!! Um pouco mais descansados. Rumo aos 200 km até Nasca. Nossa manhã dividiu se entre Buracos, buraquinhos, crateras, curvas, cotovelos, pedaços sem calçamentos, e espera para liberação de pistas sendo concertadas com desempenadeiras, réguas de madeira, rodos e rastéis, exatamente como fazem os pedreiros no Brasil, mas sem a betoneira, pois o asfalto é feito no carrinho de mão, sim não estou brincando, eu vi isso, assim que eles estão fazendo esta “ruta Muy Buena!”.

Voltamos para o deserto, algo verdinho e água é coisa rara.

Chegamos ao centro da cidade na famosa praça de armas, circulamos. Nos informamos sobre o sobrevôo das líneas de Nazca, acessamos a internet para algumas atualizações. Compramos mais algumas coisitas para comer, e seguimos rumo ao aeroclube onde acontece os vôos na parte da manhã e passamos a noite tranquilamente.

Quem sabe as estradas aqui pra frente dão uma melhoradinha!!!rsrsr

 

21/10/09

 

Acordamos cedo em busca de nosso vôo para conhecer as líneas de Nazca, sem tomar café da manhã, levantamos vôo com a aeropacas por volta das 8 horas da manhã, o avião voa a aproximadamente 100 mts do chão para que possamos visualizar os desenho que dizem ser pré inca (300 ac 700 dc), estas principais figuras podemos ver A Baleia, triângulos, uma espécie de pata, o astronauta, scimmia, cão, condor, aranha, colibri, alcatraz, tucano, amendoim, Alber. em uma área de 525 km²,

O Vôo foi até que tranqüilo tirando o mareio do Chris durante o vôo. Tirando isso foi tudo beleza. Ainda bem que não tomamos café da manhã. Ainda bem!!

Após o vôo seguimos descansamos um pouco e seguimos viagem rumo a Arequipa,

Vínhamos tranquilamente pela panamericana com um vento costado (vento na lateral do MH) e muita areia, partes com areia na pista. Chegamos ao Pedágio de Yauca, pagamos o pedágio e como em um passe de mágica, surge a cidadezinha em um vale de oliveiras (azeitonas gigantes e azeite de oliva). Paramos para almoçar ao lado do posto de combustível, abastecemos o MH de água, conversamos um bom tempo com o proprietário. Após descansarmos e conversamos um pouco seguimos para Puerto inca, a cerca de uns 35 km mais adiante.

Saindo do vale encantado,  a Panamericana passou a ter apenas uma pista, pois a outra estava tomada pela areia. É um pouco complicado cruzar este pedaço principalmente quando cruzamos com caminhões, mas tudo bem a adrenalina faz parte.

O porto Inca esta a 2 km da Panamericana, um hotel com ruínas incas ao lado. Estas ainda bem intocadas com direito a urnas (cavas) funerárias com ossos e cerâmicas.

Caminhamos um pouco pela praia, um pouco pelas ruínas (sitio arqueológico), jantamos no restaurante do hotel (um belo arroz com polvo apimentado), eta povo que gosta de pimenta, rsrsrs...

 

22/10/09

Dormimos um pouco mais a beira do pacifico, pouco antes de sairmos o senhor da administração veio nos cobrar a estadia 15 soles por pessoa, pagamos, porém não gostamos pois ontem jantamos no restaurante e ninguém nos falou que havia algum custo de ficar estacionado na área para veículos. Mas por ser um local agradável pagamos! O ideal é sempre perguntar antes, pois os peruanos são bem espertos, eles tentar tirar o máximo dos turistas, não sabemos porque fazem isso, pois assusta os mesmos.

Seguimos rumo a Arequipa, chegamos ao anoitecer na cidade, que dizem ser um país a parte do Peru, é o que veremos.

Arequipa a cidade branca, é chamada assim por suas construções em Sillar, uma pedra vulcânica. Sua herança colonial e republicana faz sua arquitetura seu charme. Por isso a UNESCO declarou o centro como patrimônio da humanidade. Estamos no segundo maior centro urbano do Peru. Perto daqui estão os vale do Colca e Cotahuasi que abrigam paisagens extraordinárias. São lugares ideais para pratica de esportes de aventura.

Estacionamos o MH em uma praça de estacionamento a uma quadra da praça de armas para passarmos a noite. Seguimos para jantar em um dos restaurantes ao redor da praça de armas, pedimos um prato típico, “pastel” de batatas com “Rocoto” recheado de verduras = uma porção de batatas cozidas com queijo e uma pimenta grande recheada com verduras (vagem e pimentão amarelo), antes de pedirmos perguntamos a moça se era picante, ela nos disse – Não o “Rocoto” não é Picante, bem pouco!! Mentira!!! Oh!! Coisinha Picante e ardida, parece pimenta malageta da forte !!! Nunca bebemos um litro de refrigerante tão rápido...rsrsrs

Caminhamos mais um pouco pelo centro da cidade. Conhecemos um lounge bar com o nome de Curitiba e repleto de bandeiras do Brasil, rsrsrs, era só o nome, nenhum brasileiro estava perdido por lá.

<table style="width:auto;"><tr><td><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/W9GgGDegnY2nFKByeDRk9A?feat=embedwebsite"><img src="http://lh5.ggpht.com/_MYfX2tLEBio/SuTCdHmcysI/AAAAAAAAAmM/Vus1ptdE7gw/s144/DSC00330.JPG" /></a></td></tr><tr><td style="font-family:arial,sans-serif; font-size:11px; text-align:right">De <a href="http://picasaweb.google.com.br/viagemcasal20/Peru2009?feat=embedwebsite">Peru 2009</a></td></tr></table>

 

23/10/09

Tacna ai vamos nós, o mais belo da viagem acreditamos que são os caminhos, chegamos em Moquegua paramos no mesmo posto de tínhamos parado na ida abastecemos o MH de água, o lavamos, tomamos banho e seguimos viagem até Tacna.

Chegando no começo da noite com uma linda vista da cidade, depois rodamos até o centro e paramos na catedral, o Chris foi dar uma caminhada, depois seguimos até um posto de combustível petro peru na saída da cidade aonde passamos a noite.

 

 

24/10/09

Acordamos e fomos direto a Zofra (zona franca) que fica na saída da cidade indo para o Chile, mas nos informaram que só vendiam carros ali e que o resto do comercio era feito próximo ao centro na Av. Pinto e o melhor é o mercado Boglionesi aonde estacionamos na frente e seguimos as compras. rsrsrs, é engraçado pois tudo vem do Chile- Iquique, tem coisas mais baratas e coisas mais caras do que no Chile, mas vale a pena! Ficamos o dia todo, almoçamos no MH, pois não da coragem de comer em outro lugar, realmente os padrões de higiene são muito diferentes dos nossos, é bem parecido com o Paraguai um pouquinho mais organizado, só um pouquinho, rsrsrs

Saímos no final da tarde, demos mais uma passeada pelo centro e tentamos achar um supermercado para comprar algumas coisas peruanas de comer para levar para o Brasil, mas conversando com o pessoal não existe nem mercado, o que tem é uma vendinha ou mercearia no Brasil a cada esquina, incrível em uma cidade relativamente grande, paramos no ultimo posto (Primax, muito bom e aceita cartão) antes do Chile, pois o combustível é mais barato aqui, abastecemos e compramos Inca cola, cervejas peruanas, guloseimas, etc.

Já noite tocamos para o Chile, chegando na aduana do Peru, o mesmo problema da entrada, perguntamos para cinco pessoas diferentes o que deveríamos fazer e cada uma disse uma coisa, daí ficamos um pouco irritados e nos atenderam melhor, eles fazem tudo para afastar turistas (3 mundo), fomos para a aduana do Chile, isso já era umas 21:30hs, um pouco mais organizado, mas devido a um guarda com um cachorro anti-drogra que deveria ter brigado com a mulher ou como eles mesmos falam estava “enojado” fez todas as vistorias possíveis e pela primeira vez o MH foi tirar raio-X, muito interessante, pedi para o guarda simpático me mandar a foto por email, se mandar colocamos, tudo resolvido e pouco estressados com aduanas chegamos a conclusão que o melhor horário para fazer aduana não é a noite e sim de manhã, aprendemos... Chegando a Arica demos uma passeada pela beira mar da cidade, tinha uma festa publica no centro, andamos mais um pouco e paramos no mirador Abílio Porta, em principio ficamos um pouco receosos, pois era um lugar isolado, mas passamos uma noite bem tranqüila...

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domingo 25 outubro 2009 15:14


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